Ana Jorge, ministra da Saúde, recebeu da Academia de Medicina do Brasil o título de "académica honorária", pelo seu currículo profissional.
Publicado por dizerbem em julho 7, 2008 11:48 PM | TrackBackUM DESENHO QUE NUNCA PODE SER O BRASÃO DE LORIGA!
Alguns,eu diria muitos,mal informados sobre estas questões da heráldica portuguesa,já se interrogaram sobre os motivos desta polémica que envolve os símbolos heráldicos da vila de Loriga.
Óbviamente,e como será fácil de entender,a heráldica tem regras,muitas delas históricas,que é necessário cumprir,caso contrário qualquer ilustração servia de brasão.
Aquele desenho que alguns acham ser o brasão de Loriga,e que estupidamente foi colocado no artigo da Wikipédia quando este foi vandalizado em 2007,viola várias regras fundamentais da heráldica portuguesa.De frisar que as regras da heráldica portuguesa têm força de lei,mas isso não impede que no caso de Loriga as coisas se passem como se Portugal fosse um país anedota!Adiante...
Ficam aqui algumas dessas regras da heráldica,as mais graves,violadas por aquele desenho a que alguns chamam brasão de Loriga:
- Um brasão não pode ter paisagens,e aquele desenho estilo naiv viola esta regra!Pode ver-se do lado direito daquele desenho uma paisagem de montanha,onde não faltam uma ribeira,um edifício,e uma estrela no céu!
- Um brasão não pode ter partições,e mais uma vêz aquele desenho,feito por um ignorante da matéria,viola esta regra!Aquele desenho a que alguns chamam brasão está dividido em duas partes!
- O Brasão de Loriga não pode incluír a Cruz de Cristo (que alguns ignorantes por aí chamam Cruz de Avis) porque a vila de Loriga nunca pertenceu àquela ordem ou a qualquer Comenda a ela relacionada.
Naquele desenho,a que alguns chamam brasão,puseram do lado esquerdo uma Cruz de Cristo!
Claro que a Cruz de Cristo,um dos símbolos portugueses,é muito bonita,mas não é por isso que pode por-se no brasão de uma qualquer localidade!
A simbologia tem que estar relacionada com a localidade em causa e com a sua história!De preferência,e sempre que existam essas referências,os símbolos devem “falar” das origens e dos pontos marcantes da história da localidade,e “falar”,tal como o brasão no seu todo,da identidade da aldeia,vila ou cidade.Trata-se do símbolo,da imagem de marca,aliás,essa é a principal função do brasão,entre outras igualmente importantes,mas alguns por aí,responsáveis por esta polémica,e portanto irresponsáveis,acham que o assunto do brasão não tem importância nenhuma,ou que aquele desenho deve ser o “brasão” de Loriga doa a quem doer,desprezando a lei e a imagem da sua terra!...